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11.
TRANSIÇÕES
11.1. CAMBANDO
ou VIRANDO POR DAVANTE
Para cambar numa prancha à vela, devemos inclinar
o mastro para trás, orçando até
que a prancha fique afilada com o vento e pare. Neste
momento o velejador deve dar a volta pela frente do
mastro em direção ao bordo oposto, cruzando
o bico da prancha pela linha do vento, passando então
a velejar no outro rumo.
Como
fazer?
Para
facilitar, o macete é inclinar o mastro para
trás, caçando a vela de modo que a ponteira
traseira da retranca encoste na rabeta da prancha, usando
o seu corpo em contrapeso. Simultaneamente, empurre
a rabeta da prancha com o pé de trás pra
que esta gire mais rapidamente contra o vento. À
medida que a prancha for parando e afilando, vá
se aproximando do mastro e dando a volta pela frente
dele até o outro lado, jogando a vela para o
bordo oposto, cruzando-a pela rabeta da prancha, passando
então a velejar no novo rumo.
Faz-se a cambada quando se está subindo contra
o vento, toda vez que for trocar de bordo, até
atingir o objetivo desejado.
11.2. GYBEANDO ou VIRANDO EM RODA
Para dar o gybe numa prancha à vela, devemos
inclinar o mastro para frente, arribando até
que a prancha entre na empopada. Neste momento o velejador
deve cruzar a vela pelo bico da prancha em direção
ao bordo oposto, passando então a velejar no
outro rumo.
Como
fazer?
Para
facilitar, o macete é fazer um giro com as mãos
mantendo a vela sempre cheia. Caçando bem a retranca
com a mão de trás, traga-a em direção
ao ombro, transfira o peso do seu corpo para esta mão,
deixando a mastreação inclinar-se naturalmente.
Simultaneamente, faça uma boa base na perna da
frente, estique-a e tome um pouco de distância
do mastro pra que a vela não te arremesse em
direção à proa, no caso de um vento
mais forte.
Com isso a prancha irá arribando, afastando o
bico do vento, até que chega um momento em que
ela não tem mais como continuar este giro, pois
está praticamente de popa e a ponteira traseira
da retranca está apontando pro vento: este é
o momento de começar a inverter seu movimento
inicial, ou seja, liberar a mão de trás
que estava caçando a retranca até o ombro
e começar a caçar a mão da frente
de modo que o mastro venha a seu encontro, inclinando-o
um pouco para o lado em que está, até
que a vela fique perpendicular ao eixo longitudinal
da prancha.
Lembre-se que seus pés devem acompanhar a movimentação
da vela o tempo todo, de modo a manter seu corpo sempre
de frente pra ela.
Uma vez em popa, basta jogar a vela para o outro bordo,
cruzando-a pelo bico da prancha, passando então
a velejar no novo rumo.
Dá-se o gybe quando se está descendo a
favor do vento, toda vez que for trocar de bordo, até
atingir o objetivo desejado.
Repare que, ao contrário da cambada, no gybe
o velejador não precisa dar a volta pela frente
do mastro, pois é a vela que gira pela proa.
Porém, nos barcos à vela, tanto no gybe
quanto na cambada, a vela sempre cruza o eixo longitudinal
do casco, passando pela popa, pois não há
como girar o mastro de 360º como na prancha.
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